Vinte mil, trinta mil, cinquenta mil. Não passa um dia sem que apareça uma nova versão sobre quantos serão os funcionários públicos a despedir. Pelo meio, surgiu no léxico uma expressão assassina da verdade! "As rescisões são de mútuo acordo". São?! São pura e simplesmente despedimentos. Não há necessidade de lhes chamar requalificações e convinha mesmo não insultar a inteligência das pessoas dizendo que essas pessoas não receberão salário (um novo conceito da economia liberal, simplesmente não se paga!) mas mantêm o vínculo ao Estado, logo não são despedidas - esta mania governamental da mentirinha, da meia verdade, dos eufemismos, chega a causar quase tanta indignação e aversão como as políticas propriamente ditas.
Já chega de resignação. É hora de agir, de abanar o sistema, de derrotar um ministro que
não diz uma palavra em defesa dos professores.
O aumento do número de alunos por
turma, as alterações nos horários dos professores e a revisão curricular foram
para além da troika e envergonham um país que
nada faz para proteger os progressos civilizacionais das últimas décadas. Estamos mesmo à deriva...
A tal austeridade expansionista (!) ameaça pôr-nos de pernas para o ar...