“Não aleijemos a pobre humanidade mais do que ela já está com tantas sacudidelas da direita para a esquerda e da esquerda para a direita, de cima para baixo e de baixo para cima. Do individualismo para o colectivismo e do colectivismo para o individualismo”. Almada Negreiros, in "Ensaios".
13 de dezembro de 2011
12 de dezembro de 2011
ONDE ESTÁ A SOLIDARIEDADE?
Há na opinião pública em geral a ideia de que os políticos atuais são de qualidade duvidosa, quer por cá, quer nessa Europa que agora se encontra numa encruzilhada da História. Contudo, felizmente, ainda há Homens que transportam consigo a lucidez e a clarividência que importa nestes momentos de crise. Refiro-me em particular a Helmut Schmidt, antigo chanceler alemão no período de 1974 a 1982, que muito recentemente antes do congresso do SPD alemão lembrou que a reconstrução da Alemanha após a guerra não teria sido possível sem o apoio dos parceiros ocidentais, resultando daí, face à atual crise, o “dever histórico de demostrar solidariedade para com outros países”. Por cá, Mário Soares tem vindo a apelar à lucidez dos dirigentes nacionais e europeus para que não se deixem dominar pela idolatria do poder financeiro, nem pela dupla Merkel e Sarkozy, uma dupla, pelos vistos, longe do ideal dos fundadores do projeto europeu e que, até prova em contrário, parece querer estabelecer na velha Europa uma relação de dominadores e dominados. Se é assim, o diabo que os carregue… Precisamos de mais solidariedade e não de uma nova ordem federalista.
10 de dezembro de 2011
DAR MÚSICA PELOS DIREITOS HUMANOS
Embora os protagonistas políticos tenham mudado a mensagem do grupo musical U2 continua atual e válida, resta a quem manda... fazer!
9 de dezembro de 2011
8 de dezembro de 2011
ESCOLAS E LIDERANÇAS TÓXICAS
Como se sabe, há vários conceitos, tipos e perfis de liderança. Nas organizações escolares é relativamente consensual a vantagem da existência de uma liderança transformacional e inspiradora, que combata a ameaça da balcanização, da desconexão e as múltiplas forças centrífugas.
Mas nas escolas também podem existir lideranças tóxicas. As lideranças tóxicas podem seguir o seguinte padrão:
i) Centralizam o poder e afirmam-no de várias formas e feitios;
ii) Reservam e controlam a informação para saberem mais do que os outros;
iii) Desconfiam das capacidades dos outros e não perdem oportunidades para o evidenciar;
iv) Preservam as distâncias e cultivam o cerimonial da subserviência;
v) Constroem dispositivos de controlo sobre rumores e boatos organizacionais;
vi) Instituem formas tendencialmente vassálicas de relação;
vii) Fundamentam o poder na autoridade legal, com o argumento eu é que sou o diretor;
viii) São permeáveis à prepotência e ao amiguismo, destruindo qualquer hipótese de construção de comunidades educativas;
ix) Cumprem as orientações superiores, desvalorizando a legitimidade democrática que as colocou nesse lugar;
x) Têm dificuldade de escuta, não constroem laços, envenenam relações, semeiam a discórdia.
As organizações educativas que têm a desgraça de serem governadas por este perfil de liderança possuem dificuldades acrescidas de cumprirem bem a sua missão. Resta a esperança de serem poucas. E de o conselho geral não estar refém deste modo de agir.
7 de dezembro de 2011
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